Em junho deste ano, o governo do Pará sancionou a lei que proíbe o uso, armazenamento, fabricação e venda de linhas com cerol no Estado. Essa medida tem o objetivo de prevenir os constantes acidentes e lesões com pedestres, condutores de moto e ciclistas provocados pelo cerol nas linhas. O uso de linhas cortantes compostas por vidro moído conhecido como cerol, linha chilena e similares estão proibidas em todo o território paraense.
Nesta semana, uma criança de seis anos morreu, e um bebê de um ano ficou ferido, após serem feridos por linhas com cerol na Grande Belém. Os casos foram registrados no bairro do Paar, em Ananindeua, e na Pedreira, em Belém.
Segundo relatos, Yasmin Jéssica Sousa da Rocha, de 5 anos, tinha ido comprar açaí com o pai garupa de uma bicicleta. Na volta para casa, ainda como carona, a criança teve o pescoço cortado por uma linha de pipa na tarde desta quinta-feira (7). A menina chegou a ser socorrida por familiares e levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro do Icuí, em Ananindeua, mas não resistiu e morreu na unidade.
O adolescente envolvido no caso, que estava empinando pipa com a linha chilena, foi apreendido e encaminhado à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data). Ele deve responder por ato infracional semelhante a homicídio.
BEBÊ DE UM ANO
Outro caso semelhante ocorreu na última quarta-feira (6) com um bebe, de apenas um ano de idade, que teve o pescoço cortado enquanto saia de um carro de aplicativo no colo da mãe. O caso ocorreu na Travessa Timbó, entre as ruas Marquês de Herval e Visconde de Inhaúma, no bairro da Pedreira, em Belém.
O bebê foi socorrido pelo próprio motorista de aplicativo que levou a criança até uma unidade hospitalar onde os atendimentos necessários foram realizados. O responsável pela linha com cerol não foi identificado.
Fonte: Wesley Rebelo com informações de Cácia Medeiros e Daniela Condurú/DOL